quarta-feira, 6 de maio de 2009

E a culpa é da imprensa!


A revista "Veja" da semana passada publicou mais uma reportagem daquelas que até
poderiam nos deixar de queixo caído, mas de tão comum, já não nos abalam mais. A
bola da vez são os parlamentares... eles estão se sentindo perseguidos
pela imprensa! Deu até pena dos pobrezinhos indefesos e vítimas das circunstâncias...


Isso tudo porque usaram a verba destinada a compra de passagens áreas para esposa, filho, filha, neta, sogra, namorada, periquito e papapaio! Uma verdadeira farra... e pasmem, os deputados e senadores acreditam que esse é um direito deles. Um chegou até a questionar:


- Quer dizer agora que eu vou ter que me separar para assumir como deputado?


O curioso é que os milhares de empregados brasileiros que viajam de um canto ao outro do país precisam deixar suas famílias em casa para, no final do mês, colocar comida na mesa, oferecer ensino de qualidade e assistência médica que não te deixe esperando uma noite inteira na fila quilométrica formada no corredor do hospital. Muitos não ganham nem o valor das passagens, quanto mais a cortesia de carregar esposa e filhos.


Qual é a empresa que arca com essas despesas? Eu mesma preciso me deslocar de Pelotas a Rio Grande todos os dias, e olha que o valor da passagem é beeeem mais acessível que os bilhetes aéreos dos parlamentares, e nem por isso estou divorciada, sem família, amargurada ou infeliz!


O problema é que a vida pública virou uma caça ao tesouro e não a busca por um país mais justo, com emprego, casa, comida, saúde e escola para todos! A maioria dos parlamentares está envolvida em esquemas de propina e corrupção. Enriquecem as custas do povo! E o pior, acham que estão corretos e que a imprensa, que divulga todas essas tramóias, é a culpada por tanta injustiça.


Onde será que nós vamos chegar? Eu ainda não sei, mas se estrarmos para a política talvez cheguemos com mais de 15 milhões no bolso e não apenas com o fusquinha que hoje está guardado na garagem de casa. Como fez o companheiro Zé Dirceu!





domingo, 26 de abril de 2009

De volta!!!

Aíiii meu povo, quanto tempo!!

Tá, tudo bem. Aceito todas as reclamações do mundo. Sim, fui relapsa com o blog. Quebrei a frequencia. Deixei tudo aqui a ver navios por muito tempo e pior, sem muitas explicações para dar... mas sempre é tempo de recomeçar e por isso vamos mandar bala!

Como vocês já sabem, voltei pro sul. Em princípio eram apenas umas férias, mas o destino quis que eu ficasse por aqui e estou mais que adaptada a nova rotina. Agora não mais com um trabalho, mas com três! Isso mesmo... estou bem louca com tantas coisas pra fazer, pra organizar. Mas gostando muito. Estou escrevendo pra caramba! Inclusive, se algum de vocês ler alguma coisa minha por aí, palpita... gosto muito de saber a opinião das pessoas.

Por falar nisso, vocês têm acompanhado a função da obrigatoriedade do diploma de jornalista?? Eu estou pasma! Principalmente por saber que a Federação Nacional dos Jornais e a Associação de Rádio e Tv são contra o diploma.

Aceito os que contestam a grade curricular do curso. Também concordo que tem que ser modificada, investir mais na prática. Mas daí a poder trabalhar sem a formação são outros quinhentos. Seria um retrocesso total.

Hoje se fala tanto em "universidade para todos", isso me faz nem acreditar que os governantes estejam discutindo a obrigatoriedade do diploma. Eu sei bem da dificuldade que é cursar uma faculdade, principalmente um curso pago, mas e o mérito de quem conseguiu??? Conheço muita gente que trabalhava durante o dia para pagar o curso à noite! Conheço outros tantos que se endividaram, passaram quatro anos no sufoco, venderam carro e até as calcinhas para receber o tão sonhado diploma!

O problema do diploma é de quem não tem e precisa correr atrás para conseguir. Agora vir com interesses particulares de empresas que sugam o nosso sangue, lucram milhões com a publicidade e nos pagam um mísero piso salarial de R$ 1089,00 é um absurdo. Piada de péssimo gosto!

Hoje eu preciso trabalhar em três empresas diferentes para conseguir sobreviver da minha profissão. Muitos, na verdade a grande maioria, desistem logo no início, seja por falta de emprego ou mesmo pela desilusão do salário. Imagina só sem o diploma?! Além de aumentar o número de profissionais vai dimuir a bufunfa do final do mês. Talvez passemos a receber um salário mínimo, ou a metade dele...

Mas o que mais me preocupa é a qualidade da informação que vai chegar até a população. Os profissionais serão tratados como máquinas fotocopiadoras dos interesses dos veículos e os leitores e telespectadores como engolidores de abobrinhas em tempos de ditadura militar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A fé move montanhas!

Um final de semana como poucos. Não corria um ventinho na beira da praia. Aquele sol maravilhoso e o imenso mar que nos presenteava com tamanha beleza e o som tranquilizante das ondas.

Não queríamos mais nada além da companhia do chimarrão e das incansáveis "bicadas" nas caipirinhas de diversos sabores feitas pelo Clavijo. Uma beleza!

Hoje sofro as conquências do tão prazeroso final de semana na praia. O sol forte do dia associado ao frescor da noite do Hermena fez com a minha garganta amanhecesse redonda de tanta inflamação.

Nariz escorrendo, tosse, espirro, noite mal dormida... aaaaaiiiii, bem que dizem "depois do paraíso vem o pesadelo"! Oh pessimismo que funciona esse.

Mas como sou mais otimista do que pessimista - e acho que todos deveriam ser - boto a cachola pra funcionar! Inúmeros pensamentos positivos para um outro final de semana tão bom quanto o passado. Como diria a Sandra (colega e amiga de Cuiabá),

- "É o Segredo - um dos mais vendidos livros de auto-ajuda do mundo - . A força da mente move montanhas, é a força da atração e eu vou conseguir."

Não li o livro, não vi o filme, mas acredito na força do pensamento. Tanto que existe o chamado efeito placebo. Em algumas pesquisas de célula-tronco, por exemplo, apenas metade das cobais é experimentada. Isso claro, sem o conhecimento de quem foi e quem não foi utilizado. Todos vão para a mesa de cirurgia. Assim se sabe com certeza se houve melhora na saúde do paciente ou não porque todos pensam que passaram pelo procedimento!

Eu acredito, "o próximo final de semana vai ser tão bom quanto o que passou e a na segunda-feira a minha garganta vai estar tão limpa quanto um equipamento cirúrgico após 40 horas de esterilização".

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Caiu na rede!

Ainda hoje comentei com algumas pessoas sobre como a Internet facilita as nossas vidas.

Precisamos pesquisar sobre alguma coisa ou alguém, lá está o google. Queremos alugar ou comprar um imóvel, lá está aquela lista imensa de imobiliárias, todas com sites que contém fotografias e preços. Roupas, sapatos, eletrodomésticos, livros, passagens aéreas, reservas em hotéis e pousadas e até carros, encontramos tudo e mais do que imaginamos nesse mundo virtual onde agora eu me comunico com vocês.

Uma facilidade só. Meus bisavós nunca imaginariam uma coisa dessas!! Quanta tecnologia.

Por outro lado... tive uma tarde de espasmos.

Estava eu deitada, sendo "sovada" pelas mãos da Clarice durante mais uma etapa da drenagem linfática - sim sim, meus dias de madame estão contados - quando a mulherada que frequenta o local tocou no assunto. Diziam:

- "Que horror, onde vamos parar. Imaginem só, um grupo de policiais vai atender uma ocorrência e acaba ficando na festa."

A outra:

- "Bem feito que essas fotos foram parar na Internet."

Pra vocês que não estão entendendo nadica de nada, eu explico melhor. A história é a seguinte:

Quatro policias - no Rio Grande do Sul temos a Brigada Militar, então para o pessoal daqui posso falar também "quatro brigadianos" - foram atender uma ocorrência policial. Vizinhos reclamavam do barulho que vinha de uma festa em uma das casas da rua. Em vez de parar com o barulho e devolver a paz os moços resolveram ficar para a festa. Beberam, algemaram algumas meninas, apontaram a arma para a cabeça de uma delas, beijaram na boca, enfim, usufruiram dos prazeres da carne em pleno expediente.

O fato é que os tais momentos de prazer foram registrados. E cá estão http://www.youtube.com/watch?v=K7l0xUpLJz4 , pra quem quiser ver, inclusive o comandante da Brigada Militar!!!

O assunto rendeu. Aí veio a história de funcionárias de uma creche pública utilizarem o espaço, na calada da noite, para festinhas particulares. Com direito a subir na mesa e tudo o mais. Caiu na rede!

Depois: uma menina de 23 anos, casada, fotografada em seus momentos mais íntimos e em poses, vamos se dizer, muito à vontade. Orgia em um clube de swing da capital gaúcha. Caiu na rede!

E mais, claro, peladonas são o que não faltam na web. Moças e moçoilas seduzidas que se deixam fotografar pelos parceiros na hora H.

Imaginem só o alarde que todos esses acontecimentos fazem em uma cidade como Santa Vitória do Palmar, de apenas 40 mil habitantes, onde todo mundo se conhece.

Eu não tenho a menor idéia de onde vamos chegar com toda essa tecnologia. Se hoje a maioria das pessoas não sai de casa sem câmeras fotográficas e celulares que tiram fotos, temos até Internet móvel e note books a preço de banana... está tudo muito próximo do consumidor. Tanto as facilidades que um único site pode nos proporcionar como as imagens difamatórias espalhadas não se sabe quando nem por quem através de e-mails e sites como you tube e orkut.

Talvez os meus futuros bisnetos estejam aqui para presenciar cenas indignas até de programas como o Big Brother Brasil.

sábado, 8 de novembro de 2008

A fera!



Eu morro de medo de cães da raça pit bull. Basta avistar um para eu fazer a mais pura demonstração de "como sumir em menos de 1 segundo", essa nem mágico consegue!

Poucos dias depois de ter chegado em Santa Vitória a Vi - prima querida - chamou para uma janta na casa nova. O Sol - meu cusco yorkshire companheiro de todas as horas - estava incluído no convite.

Foi estacionar o carro em frente a casa da Vi, avistar um pit bull através das grades para que eu não conseguisse dar um passo se quer. Voltamos, deixamos o Sol e seguimos para a casa da Vi de novo. Ela só dizia:

- "A Naja - olha o nome da cadela - é mancinha. A Arabela, uma mini fox que também é da Vi, deita rola, até morde ela."

Realmente, Naja até balançou o rabinho para nos receber.

Dias depois fui deixar o Sol no pet shop para o banho semanal e já no pátio de entrada me deparo com aquela coisa preta de cara feia e enorme. Um pit bull!!! Mais uma vez não consegui dar um passo. Parecia que estava brincando de "estátua", imóvel com o meu cusco no colo.

O Boca - proprietário do pet - disse:

- "Pode vir, ele é mancinho. Olha aqui (colocou o Sol ao lado do pit bull). Ele tem 15 anos e sempre foi assim. Se fosse brabo não deixaria solto, já teria até avançado."

Claro que o medo que eu sinto de pit bull persiste, mas agora consigo até ver aqueles bichinhos de cara feia com outros olhos.

Descobri que algumas características essenciais da raça são a alegria de viver, o gosto de agradar o dono, companheirismo e amor às crianças.

Alguns devem estar pensando, "deu a louca nessa guria, seguido escuto falar em ataques de pit bulls a crianças, adultos e idosos".

É triste, mas a culpa de todos esses ataques e dessa fama violenta é do ser humano. Muitos adquirem cães da raça pit bull sem condições de criar o animal. Não oferecem comida e nem espaço sufiente. Alguns treinam os cães para brigar, matar e odiar animais e pessoas.

Uma das últimas notícias que li sobre ataques de pit bulls foi na casa de uma família. Pai e mãe haviam saído e deixado a porta de acesso ao pátio da casa aberta, dentro estavam duas crianças, uma de dois e a outra de quatro anos. O pit bull entrou e além de matar as duas comeu parte dos corpos.

Foi um horror. Uma tragédia. Ao chegar em casa o pai das crianças desferiu três tiros contra o pit bull, que morreu na hora. Detalhe descoberto pela perícia: o cão não era alimentado há mais de uma semana!

Não se sabe mais quem, de fato, é a fera, o homem ou o animal!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ele está nos detonando!

O indivíduo aí de cima se chama Larry Rohter, o então correspondente do The New York Times expulso do Brasil pelo presidente Lula depois que o jornalista o chamou de "bebum". Ah, ele também foi aquele que parabenizou, no meio de uma coletiva, o então prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, pela cidade gaúcha ser uma das maiores exportadoras do país... "exporta muitos veados" disse na época o jornalista norte-americano.

Pois bem, não contente em "apenas" protagonizar algumas das mais dantescas cenas da imprensa o ilustre colega lança nesta quarta-feira o livro "Deu no New York Times". Além de publicar algumas reportagens do tempo em que era correspondete do Times ele ainda comenta os fatos!

Tem de tudo, nem o arquiteto Oscar Niemeyer escapou das críticas. Aí vai um trecho do livro:

"Outro exemplo de um aspecto da cultura brasileira elogiado muito mais do que ele provavelmente merece é a obra do arquiteto Oscar Niemeyer. (...) ela é profundamente elitista e mesmo egoísta."

"Deu no New York Times" fala, principalmente, sobre a corrupção da política brasileira e claro dos hábitos e da personalidade do presidente brasileiro, não se sabe se fruto da imaginação do jornalista ou uma realidade distorcida.

Tudo bem, estou contribuindo aqui para a propaganda de Larry Rohter, mas se dependesse da minha pessoa os milhares de exemplares que amanha estarão à disposição da maioria dos brasileiros encalhariam nas prateleiras das livrarias.

Não somos bobos, temos cultura e inteligência suficiente para saber das deficiências do nosso país, da nossa política, enfim... o que não dá pra aguentar é um norte-americano metino à besta detonar um país inteiro atribuindo a credibilidade das informações a fontes que talvez sejam apenas personagens criadas como nos livros de ficção.

Imaginem vocês se um jornalista brasileiro se atrevesse a ir para a terra do tio Sam fazer metade das peripécias que Larry Rohter fez aqui. Talvez o nosso país hoje estivesse tomado de soldados do exército norte-americano.

Eles estão acostumados a agir com a força, nós sabemos retribuir com sabedoria. Espero que os brasileiros hajam dessa forma ao se deparar com "Deu no New York Times".

domingo, 2 de novembro de 2008

O diploma... até parece um papelzinho inofensivo!

Dia desses, na semana passada, assisti a uma reportagem que falava sobre uma acusação de racismo.

Uma professora da Universidade Federal de Pelotas escreveu um artigo na última edição impressa do jornal da instituição. Acho que essas participalções eram até rotineiras. Não li o texto na íntegra, apenas os trechos divulgados na televisão. Dizia assim:

"Inventaram agora que os negros fazem parte da sociedade. Esse povo que nunca se esforça o suficiente! Claro, sei que eles têm direitos desde a abolição, mas eles ficavam lá, na marginalidade, que sempre foi o lugar deles."

Não deu outra. A professora está sendo processada por racismo!!

Em resposta à acusação ela disse que tudo não passava de uma grande ironia, que já havia até sido casada com um negro e sempre defendeu as causas raciais e sociais.

Não quero discutir aqui se a professora está certa ou errada, se é racista ou não, se o tom do artigo foi ou não irônico - até porque não li todo o texto. O fato é que está aí, aos olhos da sociedade, a importância dos jornalistas nos veículos de comunicação, sejam eles instituicionais ou não!!

Muito se fala sobre a abolição do diploma dos jornalistas. Até a Câmara dos Deputados Federais discute sobre isso. Dizem, "as pessoas não precisam estudar para informar à população. Antigamente não precisava disso".

Agora está aí. Mais um caso em que a falta de preparo torna o texto incompreensível, ao ponto da autora ser processada por racismo.

Claro que sei muito bem da existência dos editoriais, artigos, crônicas e blá blá blá publicados por profissionais que não são jornalistas. Mas o fato é que todos os veículos de comunicação têm os seus jornalistas responsáveis, os seus editores-chefes, enfim, um profissional especializado que entende o que é realmente "o melhor" para o leitor, telespectador, ouvinte, internauta.

A universidade não ensina tudo. Principalmente na comunicação social, onde a prática é o melhor professor. Mas o curso oferece uma bagagem ética, teórica e cultural capaz de dar suporte suficiente para qualquer profissional.

Infelizmente, a importância dos jornalistas é salientada desta maneira. Em casos em que o autor é condenado por falta de compreensão das palavras.

Diploma não é apenas um rabisco pednurado em forma de quadro na parede do escritório da família.